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terça-feira, 25 de junho de 2013

3 Motivos comuns para as panturrilhas não estarem crescendo






Além da panturrilha ser um músculo difícil de gerar hipertrofia (mas não impossível), muitas pessoas colocam a culpa na própria genética e se dão por vencidas, quando na verdade estas pessoas não estão fazendo todo o possível. Veja os 3 motivos mais simples para o treino de panturrilhas não estar trazendo resultados.




1 – Falta de variedade:

É verdade que as panturrilhas não oferecem uma variedade gigantesca de exercícios como o peitoral ou bíceps, mas isto não é desculpa para fazer sempre a mesma coisa (com má vontade). Para atingir todos os tipos de fibras das panturrilhas é necessário incluir exercícios que são feitos com o joelho dobrado e reto. Mesmo não sendo muitos, dentro disso você ainda pode variar a quantidade de repetições, séries, velocidade de execução, incluir drop-sets e outras técnicas de aumento de intensidade, ou seja, mesmo com poucas escolhas de exercícios ainda é possível variar as outras variáveis e gerar novos estímulos às panturrilhas. Não tem como reclamar da genética e fazer sempre a mesma coisa.




2 – Treinar apenas uma vez na semana:

Assim como o abdômen, as panturrilhas se recuperam rapidamente e podem ser treinadas mais do que uma vez na semana. E a maioria das pessoas fazem justamente isto, treinam apenas uma vez e depois do treino de pernas, quando já estão cansadas e fazem de qualquer jeito. Experimente treinar as panturrilhas até três vezes na semana, para gerar um choque nos músculos, mas ainda permitindo tempo suficiente para a recuperação muscular.




3 – Treinar panturrilhas sempre por ultimo:

Como vimos acima, as pessoas tendem a treinar panturrilhas apenas quando treinam pernas e sempre por último no treino, quando os níveis de energia e foco já estão baixos. Se o desenvolvimento das panturrilhas é um objetivo importante para você, experimente treiná-las sempre em primeiro lugar no treino, quando os níveis de energia estão no pico, permitindo usar maiores cargas e foco nos exercícios.









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Fonte: migre.me/fb7MP

segunda-feira, 10 de junho de 2013

ZYZZ - Vida e História







Aziz Sergeyevich Shavershian (russo: Азиз Сергеевич Шавершян , 24 de março de 1989 – 05 de agosto de 2011), mais conhecido pelo seu nome de internet Zyzz nasceu em Moscou era um fisiculturista russo, uma celebridade da internet, personal trainer, modelo e parte do tempo era striper. Em 2007 ele começou a publicar vários videos no Youtube. No final de de julho de 2011, ele teve mais atenção da mídia em geral quando o The Sydney Morning Heral publicou um artigo sobre a prisão de seu irmão mais velho, Said Shavershian, por posse ilegal de esteróides anabolizantes. Em 5 de Agosto de 2011, durante as férias em Bangkok, Tailândia, Azziz Shavershian sofreu um ataque cardíaco e morreu aos 22 anos de idade.





Biografia:









Shavershian nasceu em Moscou, na Rússia , filho caçula de Maiane Iboian, que é cardiologista , e Shavershian Sergei. Ele tem um irmão mais velho, Said Shavershian, que também é conhecido pelo nome de “Chestbrah” na internet. No início de 1990, Shavershian e sua família se mudaram para a Austrália . Ele foi criado em Eastwood, New South Wales, e estudou no Colégio Marista Eastwood escola católica secundária, onde obteve Dux da faculdade. Antes de sua morte em agosto de 2011, ele iria se formar na University of Western Sydney, com um diploma em Administração e Comércio.









Musculação:





Antes de se tornar um fisiculturista, Shavershian poderia ser descrito como um “garoto magrinho” e um ectomorfo. Quando ele completou o ensino secundário, inspirado por seu irmão a virar fisiculturista, juntou-se a academia local e começou a treinar. Ele começou a aprender sobre nutrição e treinamento e aplicá-lo em sua busca para se tornar um fisiculturista. Seus fisiculturistas profissionais favoritos eram o ator e político Arnold Schwarzenegger e Frank Zane. Em entrevista ao site bodybuilding, (www.simplyshredded.com), Shavershian recorda que, inicialmente, ele queria ser um fisiculturista para “impressionar as garotas”. Ele diz que olhava para imagens de bodybuilders e dizia que um dia iria ser como eles. Com quase quatro anos de treino constante Shavershian declarou que:





Eu posso dizer com segurança que a minha motivação para treinar vai muito além do que as pessoas simplesmente imaginam, é derivado da sensação de ter metas e alcançá-las e de me superar na academia. Eu absolutamente amo isso, a sensação de levantar a última repetição , sentir a pele rasgando é algo que eu não me vejo sem.





Antes de sua morte, Shavershian teve sua própria marca de proteina, chamada “Proteína dos Deuses” (Protein of the Gods), lançada em junho de 2011. Assim como uma linha de roupas e em 17 de Maio de 2011, lançou o livro de mallhação A Bílbia do Fisiculturismo do Zyzz (Zyzz’s Bodybuilding Bible), com base em uma compilação de conhecimento de musculação que ele adquiriu ao longo dos quatro anos de treinamento. Ele afirmou que a internet ajudou a construir a sua marca, e foi finalmente possível estabelecê-la através do uso de mídia social.









Abuso de esteroides:





Em 14 de julho de 2011, o irmão Shavershian foi preso por posse de esteroides anabolizantes. Depois da morte de Aziz, ele declarou-se culpado. The Sydney Morning Herald cobriu o caso, e incluiu uma foto de Aziz, que opôs-se à utilização de sua imagem para ilustrar o que era essencialmente um artigo sobre o uso indevido de esteroides anabolizantes. Quando perguntado pelo The Daily Telegraph, Aziz negou o uso de esteroides, e afirmou que sua forma corporal foi devido ao trabalho árduo no ginásio e uma dieta rigorosa. De acordo com o Sydney Morning Herald, a empresa que empregava Aziz como stripper sustentava que ele era um cara adorável “para além dos esteroides”. Dentre as frases que Shavershian frequentemente utilizava está: “ciclar” que, segundo o The Daily Telegraph é “gíria usada para a utilização de um ciclo de esteroides”.









Morte e depois:





Em 5 de Agosto de 2011, Aziz Shavershian sofreu um ataque cardíaco em uma sauna, enquanto estava de férias em Bangkok, Tailândia. Ele foi levado para um hospital, onde os médicos não conseguiram reanimá-lo. Sua família e amigos colocaram a notícia de sua morte no Facebook – o site de redes sociais. Sua morte foi confirmada na terça-feira, 9 de agosto, pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e Comércio (DFAT). A autópsia revelou um defeito cardíaco congênito não diagnosticado previamente. A família afirmou que ele havia mostrado vários sintomas menores nos meses que antecederam a agosto, incluindo pressão alta e falta ocasional de respiração. Ele tinha um histórico familiar de problemas cardíacos. Segundo o The Sydney Morning Herald, a morte Shavershian foi o sexto tema mais procurado relacionado a mortes na Austrália, em 2011. Antes de sua morte, Shavershian tinha postado um vídeo de si mesmo em uma rede social, que viria a sair no programa 18 Nine Notícias “Notícias Vídeos Melhores do Ano” para 2011. As estatísticas do Google mostraram que ele estava entre os nomes mais procurados no Google, numeração igual a da primeira ministra da Austrália, Julia Gillard, e três vezes maior do que o líder da oposição, Tony Abbott. No festival do Dia de Campo em 2012, em Sydney, as pessoas estavam vestidas como clones de Shavershian, como forma de homenagem. Shavershian criou um vídeo tributo de 19 minutos para o seu irmão Aziz, intitulado “Zyzz – O legado” que foi “trending nas paradas” no YouTube desde postado em 29 março de 2012. A pagina de Shavershian no Facebook teve uma sequência de 60.000 fãs antes de sua morte. Em abril de 2012, The Daily Telegraph informou que a mesma página, que agora tem mais de 300.000 fãs, ainda continua a atrair um grande número de seguidores até hoje, quase dois anos após sua morte. Aziz deixou um legado que é seguido por milhares de pessoas ao redor do mundo, as palavras ditas em seus videos inspiram uma geração denominada de “Geração Zyzz”.









Polêmica:





Desde sua morte, o nome Zyzz tem sido motivo de polêmica entre os praticantes de musculação. Enquanto uns seguem seu legado e o tem como ídolo, outros o desprezam e não concordam com sua fama no esporte. Isso acaba gerando diversas discussões em redes sociais e fóruns. Praticantes famosos e atletas de musculação já falaram ou tocaram no nome de Zyzz em videos e em redes sociais, e o assunto sempre gera bastante audiência, tanto por parte dos fãs quanto dos “haters” .

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Como evitar estrias na musculação



Todos queremos ganhar a maior quantidade possível de massa muscular no menor período de tempo, porém durante esse caminho a maioria das pessoas enfrentam um pequeno efeito colateral: estrias.
Antes de mais nada, eu gostaria de parabenizá-lo por ter chegado até aqui. Você tem estrias porque os seus músculos estão crescendo muito rápido, ou seja, você está progredindo rápido. Então, sente-se, relaxe e veja como lidar com as malditas estrias.





Estrias são um efeito colateral comum para alguém que esteja crescendo rápido. Elas podem aparecer principalmente devido à um rápido ganho de massa muscular ou de gordura, mas outros fatores também contribuem para o aparecimento delas, por exemplo: hábitos alimentares inadequados e pré-disposição.





As estrias mais comuns(para quem treina pesado) são as que aparecem nos braços, na área do deltoite/peitoral(vide foto acima) onde a parte superior do peito se conecta com os músculos dos ombros. Esta região é mais “vulnerável” às estrias devido ao rápido crescimento muscular de diversos músculos perto de articulações.





Então, o que exatamente são as estrias ? Elas são pequenas cicatrizes que se formam quando o tecido que está abaixo cresce muito rápido, fazendo com que a pele “rasgue”, por não conseguir acompanhar o crescimento desse tecido.





Tratamento





Ok, então você tem estrias. Como podemos lidar com elas ? Antes de tudo, a prevenção é o melhor remédio. Após o aparecimento delas, o máximo que você poderá fazer é se submeter a tratamentos com laser ou cremes que deixam elas mais imperceptíveis, mas desaparecer completamente é bem complicado.





Uma dieta deficiente em minerais e vitamina E pode contribuir para o aparecimento delas. Então tenha certeza de que está se alimentando corretamente ou tomando um suplemento poli-vitaminico/mineral. A ingestão adequada destas micronutrientes farão com que a pele fique mais saudável e flexível.





Vale lembrar que independente da sua pele ser perfeita ou não, se você treina realmente pesado, infelizmente algumas estrias eventualmente irão aparecer. Pensando nisto, aqui vão algumas dicas e truques para evitar as estrias e deixar as existentes mais imperceptíveis:





- Tenha uma dieta equilibrada e tenha certeza de que está ingerindo a quantidade adequada de vitaminas e minerais para garantir uma pele saudável.





- Se você tem predisposição para ter estrias, evite off-season(bulking) pesado, pois como vimos, as estrias estão associadas ao rápido ganho de massa ou gordura, um off pesado, resultará nos dois. Neste caso é mais sensato fazer um off-season controlado.





- Não se sinta mal – Qualquer pessoa que treine pesado terá que enfrentar as tão temidas estrias.





- Use loções ricas em vitamina E nas áreas afetadas. Isto ajudará no processo de cura.





- Use hidratantes, vários fisiculturistas usam e aprovam. Hidratar a pele pode evitar que ela se “rasgue” durante o crescimento muscular.





- Um bronzeamento pode deixar todas as estrias quase completamente imperceptíveis, não e necessário usar nenhum tipo de bronzeamento artificial, mas pegar uma cor já ajuda muito.









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Fonte: Bodybuilding.com

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Aes- CICLOS PLANEJADOS






Introdução





Este artigo pretende tratar de questões básicas como, por exemplo, “qual esteróide devo usar? Quais dosagens? Por quanto tempo? Pode-se utilizar mais de um tipo ao mesmo tempo?”. É importante lembrar que não existe nenhuma “fórmula geral” que se aplique a todos.




A primeira coisa a ser levada em conta é “quais são os objetivos?” e talvez a segunda seja “esses objetivos são razoáveis, sensatos?”. Muito freqüentemente me deparo com pessoas que desejam ganhar enormes quantidades de massa muscular ao mesmo tempo em que perdem gordura e ainda por cima utilizando as drogas mais seguras e “brandas” possíveis. O que essas pessoas deveriam fazer é traçar objetivos que não sejam contraditórios. Neste artigo nós iremos considerar objetivos – razoáveis, é claro – e discutir modos de alcançá-los.




Todas as considerações feitas aplicar-se-ão apenas a indivíduos do sexo masculino. Mulheres devem usar doses muito mais reduzidas para evitar problemas de virilização; até doses baixas podem causar engrossamento irreversível da voz, aumento piloso (também facial), etc. O uso feminino de esteróides é um caso à parte que não será tratado neste artigo.
Massa muscular




Consideremos o primeiro objetivo mencionado: ganho de massa muscular. Os objetivos dependerão em grande parte de quão avançado é o atleta e/ou usuário. Uma pessoa com 20kg de massa muscular além do que conseguiria desenvolver naturalmente, e que deseja acumular ainda mais, simplesmente não conseguirá qualquer resultado utilizando 500mg de testosterona. Na melhor das hipóteses essa dose o ajudará a manter a massa muscular já adquirida (em vez de perdê-la gradativamente). Tal indivíduo provavelmente não conseguirá alcançar seus objetivos usando menos de um grama de esteróides injetáveis por semana em conjunção com pelo menos 50mg/dia de algum oral. Talvez seja necessário ainda mais que isso, pois o indivíduo já superou de longe seu limite natural, e ganhar ainda mais não será fácil.




E aquela pessoa que, após vários anos de treinamento, chegou ao seu limite genético sob condições naturais? Ela provavelmente conseguiria excelentes resultados com os mesmos 500mg de testosterona (por semana).




E o indivíduo ainda distante de seus limites naturais por ser iniciante ou por ter seguido uma rotina de treinamento incorreta e ineficiente? Tal indivíduo pode alcançar ótimos ganhos sem o uso de esteróides anabolizantes; apesar de que o uso acarretará um aceleramento dos ganhos, diria que fazê-lo não é necessário nem recomendável.




Quem simplesmente deseja possuir um físico atraente e valoriza muito a aparência de sua pele e cabelos seria pouco beneficiado com o uso de testosterona ou Dianabol/Hemogenin (em doses quaisquer). Os benefícios simplesmente não compensariam os prejuízos (pele: oleosidade e acne; cabelos: aceleração da perda). Seria mais sensato utilizar, neste caso, uma droga mais branda, para assim alcançar seus objetivos com um mínimo de risco à saúde e aparência.




Perda de peso




E o segundo objetivo, a perda de gordura? Bem, esse objetivo é diametralmente oposto ao ganho de massa muscular. Numa alimentação com ingestão restrita de calorias não se chega nem perto de ganhar quantidades iguais de músculo quanto se ganharia numa alimentação hipercalórica que permitisse, digamos, um ganho de 0,5kg gordura/semana. O mais recomendável seria dividir os esforços para ganho muscular e perda de gordura em duas etapas distintas. Para quem não possui uma quantidade de músculo além do limite genético natural, o uso de esteróides não é necessário para se chegar a níveis moderados de gordura corporal (cerca de 8%). Entretanto, esteróides tornam a dieta mais fácil, rápida e eficiente; a dose necessária, neste caso, é bastante reduzida: 250mg/semana de Durateston ou 400mg/semana de Primobolan serão suficientes. Tais doses, entretanto, não serão suficientes para indivíduos que estejam bastante além de seus limites naturais; eles apresentarão um catabolismo muscular muito intenso em doses baixas.




Segurança




Os efeitos estrogênicos são uns dos sérios problemas relacionados à utilização de anabolizantes. A maioria dos esteróides converte-se parcialmente em estrógeno, e mesmo os que não o fazem, potencializam o efeito do já presente no organismo. Testosteronas em geral, Dianabol e Hemogenin são substâncias particularmente notórias nesse aspecto, e Deca com certeza também está sujeita a esse tipo de conversão. Primobolan, Trembolona, Oxandrolona, Winstrol e Masteron são esteróides que não se convertem em estrógeno absolutamente, o que corta o problema pela raiz.




Os problemas manifestados por tal conversão incluem inibição da produção natural de hormônios (que não é controlado apenas pelo receptor estrogênico, assim o problema não é totalmente solucionado apenas bloqueando-se a conversão), possível ginecomastia (desenvolvimento de tecido mamário) e retenção hídrica.




Outro fator relativo à segurança das drogas é a hepatotoxidade dos esteróides orais. Primobolan não tem esse problema, mas comprimidos de 5mg são inúteis a um fisiculturista masculino. Precisaria-se de pelo menos 100mg/dia para um efeito bastante modesto, sem mencionar que o custo é simplesmente proibitivo. Oxandrolona possui uma toxicidade hepática mínima, e é conhecida por induzir grandes ganhos de massa; é uma droga cara. Winstrol possui alguma toxicidade, mas não é particularmente eficiente. Nos restam, agora, Dianabol e Hemogenin. Dianabol é relativamente amena ao fígado, ao menos se não for utilizada por muitas semanas consecutivas. Hemogenin pode causar mal-estar em algumas pessoas bastante rápido. Em minha opinião, se Dianabol conseguir “dar conta do recado”, e na maioria dos casos consegue, será a melhor escolha entre as duas drogas.




Planejando o ciclo

Após termos definido a(s) droga(s) e doses a serem utilizadas, precisamos tratar da distribuição e organização do ciclo.




Novamente, os objetivos contam muito na determinação. Se estivermos falando de um fisiculturista profissional, simplesmente é ridículo considerar a possibilidade de ele intercalar períodos de descanso do uso de esteróides, pois os outros competidores não vão. Ele ficaria para trás se decidisse parar periodicamente de usar drogas por algumas semanas a fim de permitir que seu organismo retornasse ao funcionamento normal. Já que não estamos tratando de tais extremos, será tomado como referencial um indivíduo normal, que não deseja utilizar drogas perpetuamente, mas apenas ganhar e manter quantidades razoáveis de massa muscular.




Se pretendemos reter os ganhos, devemos focar nossa atenção ao fim do ciclo. A perda muscular ocorre se o sistema hormonal natural, que envolve o hipotálamo, a pituitária e os testículos, não estiver produzindo os níveis normais de testosterona quando as drogas anabólicas não estiverem mais circulando em nível significante no organismo.




A inibição de cada uma dessas partes é independente uma da outra, e diferentes fatores pesam nessa inibição, mas isso é outro assunto.




Os fatores que determinam a intensidade da inibição são principalmente a duração do ciclo, as drogas escolhidas, as doses e, no caso dos esteróides orais, o padrão de distribuição.




De modo bem resumido, quanto mais longo o ciclo, mais difícil será a recuperação. No cálculo da duração do ciclo deve-se levar em conta a meia-vida das drogas e o tempo necessário para que as doses caiam abaixo dos níveis inibitórios (da produção natural).




Cada droga possui sua meia-vida característica. Algumas pessoas falam sobre o ciclo “2 semanas com e 2 semanas sem” utilizando Durateston (e então repete-se o processo quantas vezes for necessário). Elas acreditam que assim estão fazendo ciclos de duas semanas, mas devido à substancial quantidade de Durateston que permanece ativa no organismo durante as duas semanas de “descanso”, não haverá qualquer recuperação dos níveis naturais de hormônio. Por exemplo, se um indivíduo faz quatro desses ciclos consecutivamente, terá utilizado esteróides por 16 semanas, ou seja, terá provavelmente muita dificuldade para recuperar sua produção natural de testosterona.




O mesmo ciclo, entretanto, é bastante eficiente se for utilizado o propionato de testosterona (em conjunção com um antiestrogênico), pois esse éster de testosterona possui uma meia-vida bem mais curta, permitindo que haja efetivamente um período de “descanso” entre os ciclos.




Ciclos curtos, com intervalos de muitas semanas entre si, não são eficientes. Geralmente, os ganhos de força relevantes só se dão a partir da terceira semana, e mesmo que se tenha ganhado massa muscular durante as duas primeiras semanas, é só após a terceira que o corpo está totalmente “adaptado” para funcionar num ritmo de crescimento intenso. Infelizmente, nesses casos, o corpo apenas prepara-se para crescer, pois antes disso o usuário interrompe a utilização das drogas. Assim, não é recomendável fazer ciclos isolados com menos de quatro semanas; o mais sensato seria pelo menos cinco ou seis. Ciclos de duas ou três semanas só são uma boa idéia, na minha opinião, se forem feitos em série e com apenas um pequeno intervalo de descanso.




Ciclos isolados e curtos não fazem sentido porque desperdiçam uma fase em que o corpo ganharia massa rapidamente, mas, em contrapartida, ciclos com mais de dez semanas provavelmente causarão uma recuperação difícil. Ademais, após o corpo ter crescido intensamente por várias semanas, estará menos propenso a continuar crescendo. Usar esteróides por longos períodos provavelmente resultará numa dificuldade de recuperação, ou seja, haverá maior perda muscular no fim do ciclo. Seis semanas de uso pesado e duas a quatro de uso leve são, em média, as durações mais eficientes para usuários que pretendem manter os ganhos ao máximo.




Apesar de no começo do ciclo não se notar muito claramente a diferença entre os esteróides, no fim essa diferença torna-se bastante óbvia (devido a fatores que influenciam na inibição da produção natural). Se começarmos com doses altas e diminuirmos gradativamente, no fim, a recuperação (e retenção da massa adquirida) será bem melhor do que seria caso fosse feito o oposto, ou seja, começar com pouco e aumentar.




Primobolan, mesmo não sendo um esteróide excepcionalmente forte por miligrama, parece possuir uma proporção bastante boa entre efeitos anabólicos/inibitórios, o que torna tal droga muito propícia para ser utilizada nas últimas semanas dos ciclos. Não é muito nítido se tal mecanismo é algo inerente à Primobolan; talvez isso seja devido ao fato dela não se converter em estrógeno e, se assim for, talvez (especulando) uma dose baixa de trembolona tenha o idêntico efeito nesse aspecto. É impossível determinar com exatidão a dosagem ideal a ser utilizada para esses fins. Em alguns casos, houve resultados excelentes com um grama de Primobolan/semana. Mas doses dessa magnitude são bastante caras, sem mencionar que não é muito certo se todas pessoas se recuperariam plenamente com elas. Apenas 400mg/semana parecem ser suficientes para saturar os receptores androgênicos e garantir numa boa preservação dos ganhos.




No que diz respeito aos esteróides de administração oral, utilizá-los numa dosagem diária única acarreta uma inibição muito menor que em várias pequenas doses divididas durante o dia. Não se sabe exatamente qual parte do dia é a melhor, mas utilizar a manhã não só funciona perfeitamente, mas também faz sentido, já que isso resulta numa baixa quantidade da droga no organismo exatamente nos horários em que a produção de LH e testosterona natural são mais elevadas (da noite até o começo da manhã). Assim, utilizar os esteróides orais em dose única nas últimas semanas do ciclo é uma boa idéia.




Nosso objetivo como um todo não é, entretanto, apenas tentar minimizar a inibição da produção natural de hormônios. Se esse fosse o caso, a resposta simplesmente seria “não use esteróides, ou então apenas doses muito baixas”.




Nas fases iniciais do ciclo a inibição deve simplesmente ser aceita como o preço a ser pago para se conseguir ganhos consideráveis. A inibição em si mesma não tem qualquer relação com o ganho de massa; na verdade, ela é apenas mediada pelo receptor androgênico, e assim sendo, altos níveis de andrógenos no corpo causarão necessariamente a inibição. E já que neste caso ela irá ocorrer inevitavelmente, então devemos apenas nos preocupar em ganhar o máximo de massa muscular possível. Não há justificativa para meios-termos aqui. Ou você está em fase de ganho de massa (ignorando os fatores que causam inibição), ou então, após essa fase, está se preocupando em mantê-los (levando em conta tais fatores).




No início do ciclo as propriedades inibitórias dos esteróides têm importância muito mais reduzida que suas propriedades anabólicas.




São dois os anabolizantes que reinam supremos: testosterona e trembolona (que é encontrada na Parabolan ou preparados ilegais de Finaplix). Esses dois esteróides parecem ser mais eficientes no ganho de massa muscular que quaisquer outros injetáveis.




Ambos podem vir a ser usados em conjunto, pois é improvável que alguém consiga financiar ou obter grandes quantidades de parabolan; então parece sensato adicionar testosterona à mistura, e talvez até haja uma sinergia entre essas drogas. A combinação trembolona/Dianabol também gera resultados excelentes. Anabolizantes orais têm benefícios à parte não porque se ligam a receptores diferentes (pois existe apenas um tipo), mas provavelmente por terem ação direta no fígado, o que influencia vários fatores de crescimento.




Sobre outros injetáveis




Não vejo sentido em usar esteróides fracos como Deca ou Primobolan na fase pesada do ciclo. Provavelmente não vão causar problema algum, pois uma vez ligados ao receptor, vão induzir o mesmo efeito que a testosterona, mas na fase pesada simplesmente já há droga suficiente para saturar todos os receptores. Ou seja, não haverá qualquer benefício relevante em utilizar esteróides fracos; sem mencionar que tais esteróides costumam ter um preço bastante elevado.




Há apenas um mínimo benefício não relacionado aos receptores androgênicos induzido por essas drogas; elas também não amenizam os efeitos colaterais dos esteróides mais pesados. Então não há qualquer sentido em usá-las para tentar potencializar o ganho de massa muscular.




Os efeitos colaterais relacionados ao uso da testosterona são o porquê de muitas pessoas interessarem-se em drogas mais fracas, como Deca. Entretanto, utilizando testosterona em conjunto com um inibidor de aromatização (ex. Cytadren) e um antagonista do receptor estrogênico (ex. Clomid a 50-100mg/dia), ela torna-se comparável à Deca em termos de efeitos colaterais/eficiência.




Alguns relatam que a utilização de Proscar (Finasterida) minimiza os efeitos da testosterona em relação à pele (oleosidade e acne) e ao cabelo (aceleração da perda).




Argumentar que reduzir a conversão da testosterona em DHT diminui o crescimento muscular pode ter algum fundamento. Isso pode ser verdade devido à perda de DHT influenciar na atividade do tecido nervoso, ou porque prejudica outros fatores (não relacionados ao receptor androgênico) mediados pelo androstanediol, um metabólito do DHT, ou algum outro efeito indireto que acaba influenciando os músculos. O DHT em si mesmo não é muito anabólico ao tecido muscular.




Se um indivíduo decidir utilizar Proscar para minimizar os riscos de perda capilar, sugiro que seja feito uso tópico (aplicação direta no couro cabeludo). Mas, se usado oralmente, recomenda-se que, ao menos, não se exceda a dose farmacológica.




Recuperação




Há um efeito colateral inevitável: se alguém utilizar doses elevadas de testosterona e/ou trembolona por meses, no fim do ciclo ocorrerão perdas musculares devido à dificuldade para retornar ao estado natural. A produção de LH estará muito baixa, e por ter estado assim por algum tempo, normalmente a pituitária leva um tempo considerável até estar apta a funcionar em níveis normais. Durante o ciclo também é provável que ocorra atrofia testicular, apesar de que isso pode ser evitado usando HCG.




Devido aos típicos problemas de recuperação, é sensato limitar a fase pesada a 5-8 semanas, e então utilizar algum esteróide leve (ex. Primobolan) para terminar o ciclo. Em média se começa a fase “leve” duas semanas após a última injeção das drogas pesadas, mas isso pode variar em função da meia-vida do éster em questão. Nessa fase, a administração dos esteróides orais deve ser feita em dose única (como explicado acima). Se ésteres de longa duração estiverem sendo usados – durante a fase de crescimento –, então quantidades significantes ainda existirão no organismo 2 a 3 semanas após a última injeção, e assim não há qualquer sentido em começar a utilizar os esteróides mais fracos antes disso. Após essas 2-3 semanas, se não houver Primobolan disponível no mercado, pode-se também utilizar esteróides orais no esquema “dose única”, e uma quantidade bastante reduzida de testosterona (100mg/semana) com um antiestrogênico.
Nesses casos, ser “meio-termo” não é uma boa idéia. Há um ponto onde não há anabolizante suficiente para propiciar efeitos anabólicos, mas mesmo assim ainda induz inibição da produção natural. Não se deve permanecer nesse meio-termo, mas ir direto à fase “leve”, onde se utiliza doses muito baixas ou então drogas pouco inibitórias a fim de permitir a reestabilização hormonal do corpo.
Clomid deve ser utilizado continuamente até que o usuário tenha certeza de que sua produção natural de testosterona voltou ao normal.




Conclusão
Infelizmente, não há uma resposta que abarque todos os casos. Diferentes usuários têm diferentes objetivos.
A informação acima serve para apenas para dar uma base a fisiculturistas que desejam possuir e manter ganhos substanciais (e não usar esteróides continuamente). Indivíduos que desejam resultados mais moderados ou extremos precisam ajustar o planejamento de acordo.




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quinta-feira, 2 de maio de 2013

É Possível Ganhar Massa Muscular ou Emagrecer Sem Suplementos?

Os suplementos alimentares são conhecidos por uma grande parte da população, alguns até os chamam de esteróides anabolizantes outros como um alimento em forma de pó imprescindível em uma alimentação deficiente. Correto quem pensa na segunda hipótese, porém, muitos aderem aos suplementos por acharem que estes são a fórmula mágica para se atingir os objetivos que nos rótulos são mostrados.




No entanto, todos os usuários relacionam os suplementos dietéticos como a base para se conseguir o corpo dos sonhos. Sendo que eles apenas suplementam o que realmente falta na dieta. Logo, a dieta é o mais importante e o suplemento é apenas aquela pequena parte que falta para completar a dieta.









Alguns praticantes de atividades físicas relacionam o treino e a dieta por meio de uma matemática, a porcentagem para se conseguir os objetivos são, 30% a dieta, 50% o treino e o restante relacionado ao descanso e ao uso de suplementos. Na internet você também encontra 70% a dieta e 30% o treino. Vos digo que é 60% a dieta e 40% o treino. A dieta será o produto desejado pelo corpo quando este é corretamente treinado. Se você tem um treino correto e uma péssima alimentação, ao invés de ter ganhos, terá perdas falando de massa muscular.




Quando a dieta está adequada e o treino não, você ficará estável quanto aos padrões corporais, também não haverá mudanças hipertróficas, informando que um treino errado pode vir a trazer sérios problemas de saúde. Por isso a dieta tem uma leve vantagem comparada ao treino. E dentro da dieta se subdivide os suplementos (quando necessário) e a hidratação no treino e descanso.




Não se deixe se levar pelos rótulos ou imagens de fisiculturistas indicando a marca de suplemento relatando-os como se estes fossem à fórmula para o ganho de sua compleição física. Sendo que para isso eles ganham contratos e patrocínio. Antes de utilizar qualquer produto, procure um profissional habilitado para melhor informar quanto ao uso, para que não venha a lhe trazer problemas de saúde ou atrapalhar seus objetivos.




É claro que os suplementos são úteis e podem te ajudar a ganhar massa muscular ou eliminar gordura. Nenhuma indústria se manteria em no mercado durante todo o tempo se não fosse benéfica. O segredo é usar suplementos como um complemento, e focar bastante na criação de uma dieta focada nos objetivos que você deseja alcançar.









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Fonte: Dr. Kadu Martins

Nutricionista Especializado em Nutrição Esportiva

domingo, 28 de abril de 2013

O que comer antes e depois do treino?



Quando Feitas Corretamente,as Refeições pré e pós-treino podem aumentar Muito seu Rendimento.este artigo é Baseado em Pesquisa nessa área.

Introdução
O exercício causa mudanças agudas no ambiente do tecido muscular. Primeiro, há um aumento significante de fluxo sanguíneo nos músculos sendo trabalhados. Há também um forte aumento das Catecolaminas (noradrenalina e adrenalina). Essas mudanças favorecem o catabolismo durante o exercício e o anabolismo imediatamente após.

Antes
As estratégias de nutrição pré-treino são baseadas no fornecimento de substratos de energia alternativa (principalmente carboidratos) para preservar as reservas de energia e aproveitar o aumento do fluxo sanguíneo no tecido muscular.
Carboidratos
Exercícios de alta intensidade colocam grande demanda nos estoques de glicogênio ( açúcar armazenado no fígado e nos músculos), pois eles queimam energia em uma taxa tão elevada, que o corpo é incapaz de fornecer oxigênio suficiente para poder usar a gordura como combustível, tendo que usar o glicogênio.

Consumir açúcares simples logo antes de malhar pode reduzir a quantidade de glicogênio usado durante o exercício. Isso pode prolongar seu desempenho. Mais importante, alto nível de açúcar no sangue e insulina parecem criar um ambiente hormonal favorável ao anabolismo (crescimento).

Durante o exercício, o cortisol acelera a lipólise, cetogênese e proteólise (quebra de proteína). Isso acontece a fim de fornecer combustível adicional para seu corpo. Os efeitos do cortisol também podem ser necessários para fornecer aminoácidos a partir dos quais o músculo constrói novas proteínas contráteis, caso eles não sejam entregues a partir do sangue. No entanto, se esse processo não for balanceado com a ingestão de proteínas, o efeito será de manutenção ou até mesmo diminuição no tecido muscular.Felizmente, os carboidratos consumidos antes de malhar ajudam a diminuir o nível de cortisol. Essa é uma opção mais barata para aqueles que estavam pensando em usar suplementos a base de fosfatidilserina.

Proteína
Outra estratégia é usar o aumento do fluxo sanguíneo nos músculos a seu favor. Uma refeição pré-treino com proteína irá melhorar o fornecimento de aminoácidos para o tecido muscular (a disponibilidade de aminoácidos é muitas vezes o fator limitante para a síntese de proteínas).

Aminoácidos

A entrega de aminoácidos tem se mostrado significativamente maior durante o exercício de combate quando consumidos antes do treino do que após o exercício. A taxa de desaparecimento de fenilalanina (um indicador de síntese protéica muscular a partir de aminoácidos no sangue) foi significativamente alta quando os aminoácidos eram tomados pré-treino.

Após
Durante o exercício os músculos usam combustíveis metabólicos em um ritmo acelerado. Quando o exercício é prolongado, o corpo usa os combustíveis armazenados para fazer com que os ácidos graxos, glicose e aminoácidos fiquem disponíveis para oxidação (para serem quebrados). Esse é um processo catabólico e não pode ocorrer junto com os processos anabólicos, como a formação de glicogênio e a síntese proteica.
Para que o organismo se recupere do exercício, o ambiente catabolico deve ser rapidamente alterado para um ambiente anabólico. O alimento que você como após o treinamento afeta o meio hormonal em seu corpo para que isso ocorra. Com a introdução rápida de carboidratos, proteínas e gordura, o corpo começa a reparar o tecido danificado e repor as reservas de combustível.

Carboidratos
Os carboidratos são importantes para seu desempenho e talvez mais importantes ainda para a recuperação de glicogênio. Estudos têm mostrado um aumento da capacidade do tecido muscular de absorver glicose após exercícios intensos. Isso é devido ao que chamamos de “captação da glicose sem depender da insulina”.
Após uma refeição, as células musculares absorvem glicose em resposta ao hormônio Insulina. A insulina liga-se com seus receptores na superfície da célula causando uma série de eventos que terminam com as proteínas chamadas Transportadoras de Glicose sendo levadas até a superfície da célula. Essas proteínas permitem que a glicose passe através da membrana e seja armazenada como glicogênio.

Há pelo menos 5 classes diferentes de transportadores de glicose. São chamados GLUT1, GLUT2, GLUT3, GLUT4 e GLUT5. Cada classe de proteína GLUT é achada em tecidos específicos. A GLUT4 é a relacionada à contração muscular.

Contrações musculares, assim como a insulina, faz um conjunto separado de proteínas GLUT4 ser deslocado para a superfície da célula muscular. Isso aumenta bastante a velocidade com que o tecido muscular pode tirar a glicose do sangue após uma sessão de exercícios. Os efeitos do exercício sobre a captação de glicose dura algumas horas. Se sua refeição pós-treino falta carboidratos, a reposição de glicogênio é prejudicada.


Simples Vs. Complexos
Tem havido alguma controvérsia sobre qual tipo de carboidrato é melhor para o reabastecimento de glicogênio pós-exercício. Alguns argumentam que açúcares simples, como a dextrose, é a melhor opção. Outros dizem que as bebidas com polímeros de glicose são melhores. Ainda outros dizem que não há necessidade disso, que apenas a refeição pós-treino rica em carboidratos como macarrão ou arroz já é o suficiente. Estudos têm demonstrado não haver diferença entre os diferentes tipos de carboidratos ingeridos após o exercício e a taxa de reposição de glicogênio, enquanto quantidades suficientes de carboidrato são consumidas.

Mesmo quando a refeição pós treino contém outros macronutrientes como proteínas e gorduras, a taxa de reposição de glicogênio não é influenciada, desde que haja carboidratos suficientes. Esse estudo nos diz que o que realmente importa na reposição de glicogênio após o exercício não esta na digestão ou no índice glicêmico de uma determinada fonte de carboidrato, mas sim a quantidade total de carboidratos consumidos ao longo do período de 24 horas.

Recomendação
É recomendado consumir no mínimo 0,7 a 1g de carboidrato por Kg do seu corpo logo após o exercício e novamente após 1 ou 2 horas. Tente ingerir um total de 7 a 10g de carboidrato por Kg em um período de 24 horas. Isso pode exceder sua necessidade calórica, mas é importante fazer isso caso seu objetivo principal seja o armazenamento de glicogênio.

Proteína
A proteína é essencial para o anabolismo pós exercício. Ela fornece os aminoácidos que são usados para reconstruir tecidos danificados, e também as enzimas e proteínas de transporte necessárias à adaptação ao exercício.
Na hora Certa
O momento de ingestão de proteína é importante. Se o estímulo anabólico do exercício deve ser maximizado, um fluxo constante de aminoácidos deve banhar o musculo enquanto o nível de mRNA é alto. Não deve ser nenhuma surpresa que o tempo para ingestão de proteínas após o treino é relativamente curto, se comparado com a frequência de formação de um musculo especifico.

A taxa de síntese de proteína (MPS) é elevada em seres humanos em até 50% em cerca de 4 horas após uma sessão de treinamento de resistência pesada, e em 109% em 24 horas após treinamento.

Recomendações
A recomendação atual para a ingestão de proteína para os atletas é de 1,8 a 1,8 gramas por Kg de massa corporal. É importante lembrar que o corpo não tem capacidade de estocar aminoácidos, por isso a proteína deve ser ingerida a cada 3 ou 4 horas. A refeição noturna deve conter proteína de longa digestão (como a caseína, contida no queijo cottage) que permitirá a liberação controlada de aminoácidos no seu organismo enquanto você dorme.

Gordura
Pouco se sabe sobre os efeitos da gordura na refeição pós-treino. A ingestão total diária de gordura é mais importante. Ácidos graxos essenciais em quantidades suficientes têm capacidade de alterar a fisiologia. Ácidos graxos como o ômega-3 e ômega-6, quando consumidos em diferentes proporções de uma forma consistente e deliberada, podem alterar a composição das membranas celulares, que altera outras coisas, que pode modificar tudo, desde o transporte de glicose até a síntese de proteínas.

Esses efeitos são vistos após pelo menos 5 dias de consumo dessas gorduras em doses moderadas a altas. Comê-los apenas após o treino e em nenhuma outra hora muito provavelmente não terá qualquer efeito visível.
Líquidos
Não seria possível escrever um artigo sobre nutrição pré e pós-treino sem ao menos mencionar a reposição de líquidos. A hidratação é extremamente importante ao nível celular. O crescimento muscular é inibido pela desidratação. Na musculação não tendemos a nos hidratar após os exercícios, pois diferente dos maratonistas e ciclistas, a maioria não fica desidratado após uma sessão de treinamento.Uma boa recomendação é beber 1 ml para cada caloria que você precisa. Então, se você comer 3500 calorias diárias, tente beber 3,5 litros de água. Se você se exercita em climas quentes ou úmidos, beba um pouco a mais.

É sobre Sinergia
Pesquisadores da Divisão de Ciências Nutricionais da Universidade de Illinois examinaram o efeito da composição da refeição pós-treino na síntese proteica. O resultado nos mostra o seguinte:

1 - Insulina
A insulina e os aminoácidos devem estar presentes no mesmo momento para que ocorra a síntese proteica. Então, apesar de os carboidratos elevarem o nível de glicose e consequentemente de insulina, eles sozinhos não são suficientes.

2 - Nível de cortisol
O único grupo de pessoas que participaram da pesquisa que sofreu uma queda significativa nos níveis de cortisol foi o da refeição mista (pós-treino composto de proteínas, gordura e carboidratos) . O grupo que ingeriu apenas carboidratos mostrou que nem a glicose no sangue ou a insulina tem efeitos no nível de cortisol. Além disso, o grupo com refeição mista que se exercitou apresentou menos cortisol do que as pessoas do outro grupo que nem sequer se exercitaram ( o exercício aumenta o nível de cortisol) .

De acordo com o resultado, podemos concluir que o cortisol é menor no grupo de refeição mista, mas podemos apenas especular que é devido a proteína, a gordura, ou uma combinação dos 2. Mais pesquisas estão sendo feitas nessa área, postarei aqui para vocês quando forem concluídas.

Conclusão
A refeição pré-exercício deve conter bastante proteína de rápida absorção (whey por exemplo). Isso vai garantir uma boa entrega de aminoácidos no tecido muscular. Carboidratos também podem ser tomados para minimizar a perda de glicogênio e reprimir os hormônios catabólicos. Gordura deve ser evitada, a menos que seja um exercício para resistência.

A refeição pos-exercício deve consistir de carboidrato, proteína, e talvez uma pequena quantidade de gorduras essenciais, em uma forma que é digerida facilmente. Não se preocupe com o teor de açúcar, pois logo após malhar, o armazenamento de gordura não é um grande problema. Uma refeição liquida é o método mais pratico, embora não seja essencial.
Dê preferência aos carboidratos com alto índice glicêmico, proteínas de rápida absorção como o whey, e gorduras essenciais como o óleo de peixe ou de linhaça.

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segunda-feira, 22 de abril de 2013

Entenda melhor sobre Bulking e Cutting






Fazer Bulking e Cutting é o núcleo de qualquer programa de musculação. Todo fisiculturista (padrão ouro da musculação, vamos dizer assim), ou praticante de musculação (turista não, é pra quem ta afim de levar a sério mesmo), está em fase de bulking ou cutting para obtenção de resultados concretos.
O bulking e o cutting são fases produtivas do fisiculturismo. O bulking é a adição e o cutting a subtração.




BULK = VOLUME/MASSA/CARGA

CUT = CORTAR

Ou seja, o Bulking é o processo utilizado por praticantes de musculação que desejam ganhar peso e massa muscular. O Cutting é para quem pretende perder gordura, minimizando as perdas de massa muscular.




A Fase de Bulk

Nesta fase, o importante a fazer é comer muito e focar-se na musculação, com a maior carga possível, tendo como objetivo chegar à falha muscular em cada série.
A dieta a ser seguida durante a fase de Bulk é uma dieta hipercalórica, ou seja, você vai procurar ingerir mais calorias do que normalmente necessita. Você necessitará fazer de seis a sete refeições diárias e no final do dia elas somarão um alto valor calórico. Um fisiculturista de alto nível consome de 4000 kcal a 5000 kcal diárias nesta fase. É muuuita coisa! Um “ser humano comum” consegue de 3000 kcal a 4000 kcal diárias mais ou menos (que é o caso do Iraê hehe). Em todas as refeições devem estar presentes porções elevadas de proteínas, carboidratos de baixo índice glicêmico e gorduras vindas de boas fontes (ômega 3 e 6). A única exceção é relativa aos carboidratos em que, na refeição pós-treino, estes devem ser de alto índice glicêmico. Se você fizer uma boa ingestão de carboidratos, você estará adicionando glicose no organismo, sendo que a glicose é a fonte primária de energia do corpo.
O que acontece é que quando a glicose ingerida é superior à que o nosso organismo necessita, o pâncreas liberta insulina para a corrente sanguínea. A principal função da insulina é recolher glicose, mas ela é também responsável pela síntese proteica e acúmulo de gorduras. Assim, a pessoa acaba ficando mais forte, mas também acaba por acumular um percentual de gordura maior.
Assim, quando você já estiver mais forte e com músculos desenvolvidos, embora talvez isso não seja visível por estarem recobertos por uma camada de gordura, é chegada a hora da fase de Cutting.




A Fase de Cut

Na fase do Cut, é importante manipular o organismo para que ele queime gordura da melhor forma possível. No entanto, convém que você saiba que também perderá alguma massa muscular junto com a gordura. Mas o importante é o seu corpo perca mais gordura do que músculos.
Você continuará comendo o mesmo número de refeições, porém as calorias de cada refeição e as calorias totais diárias irão ter um grande decréscimo.
Quando a camada de gordura que estava por cima dos músculos agora desenvolvidos começar a desaparecer, você finalmente conseguirá ver o seu abdômen e a definição dos restantes músculos do corpo.
Para conseguir esses resultados, você necessitará de continuar a fazer o seu treino de força, mas acrescentando também a este uma boa dose de exercícios aeróbicos tais como corrida, natação e ciclismo.
Além disso, a grande diferença da fase de Cutting em relação à fase de Bulking é na dieta. Durante o Cutting, a dieta deve ser levemente hipocalórica, ou seja, você necessitará consumir um pouco menos de calorias do que aquelas que o corpo gasta, para que o seu corpo passe a usar as reservas de gordura. Geralmente 2000 kcal diárias (ou menos, dependendo do seu objetivo) é o indicado.
No entanto, se você continuar a comer carboidratos como fazia antes, o seu organismo usará essa energia como fonte primária e não queimará a reserva de energia que existe no seu corpo sob a forma de gordura. Por isso, você terá que baixar o consumo de carboidratos. Assim, haverá menos insulina no organismo e menos acúmulo de gordura. Na verdade, você talvez não vá ganhar mais massa magra, mas isso não é importante. O que importa nesta fase é definir e não crescer.
5 dicas nutricionais para cutting:




- Beba bastante água.

- Consuma vegetais frescos.

- Não abuse tanto dos aeróbios. Varie-os

- Consuma L-Leucina e óleo de peixe.

- Consuma sempre carboidratos complexos.

Importante:

Muitas pessoas tem o costume de fazer dietas e achar que vai conseguir crescer e perder gordura ao mesmo tempo. Gente, não se enganem! Isso é muito difícil para a grande maioria das pessoas! Exceto para aqueles que possuem uma genética muito privilegiada, a melhor maneira de mudar o seu corpo é dividir estes objetivos em duas fases: o Bulking e o Cutting.
Agora está na hora de você tomar uma decisão: Avalie seu corpo, seus objetivos e veja suas necessidades primordiais. Se você é muito magro comece pelo Bulk, mas se você é gordinho não queira crescer logo de cara, inicie pelo Cut. Perca essa gordura e depois faça um bulk limpo (ganhar massa comendo coisas boas e não porcarias e coisas gordurentas).









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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Ectomorfo, mesomorfo, endomorfo: qual o meu somatotipo corporal?






“Ectomorfo de uma figa“, dizem alguns amigos meus quando me vêem com um donut americano, daqueles cheios de creme de chocolate, na mão. “Se eu comesse isso engordava logo“, completam. Antes de entrar no mundo da nutrição desportiva e de começar a treinar, eu estava longe de imaginar que a genética é um factor preponderante no desenvolvimento de uma pessoa.




Quando comecei a treinar, há cerca de três anos, eu era pele e osso. Ao fim de dois meses não vi os resultados que imaginei quando decidi começar a fazer musculação e desanimei (típico, não?). Foi nessa altura que ao pesquisar na internet me deparei com esta questão dos somatotipos.




A classificação de indivíduos por somatotipos foi proposta inicialmente pelo investigador William Sheldon. Ele dividiu a estrutura física das pessoas em três: ectomorfos, mesomorfos e endomorfos. A cada uma destas classificações estava inerente um conjunto de determinadas características. Para mal dos meus pecados (ou não), eu descobri que era ectomorfo.




Vamos falar um pouco destes três somatotipos corporais. Tenham em conta que alguns indivíduos podem manifestar características de dois somatotipos, e não necessariamente apenas um.
Características dos ectomorfos




Os ectomorfos caracterizam-se por terem ombros, peito e quadril estreitos. Os braços e as pernas costumam ter pouco volume. Devido ao seu acelerado metabolismo, têm dificuldade em ganhar peso, tanto massa magra como massa gorda.




Um indivíduo predominantemente ectomorfo é esguio e magro. Os desportos de potência e força não são o seu forte pois a sua estrutura física deixa-os mais susceptíveis a lesões. São bons em modalidades que exijam resistência e ginástica.




Treino aconselhado a ectomorfos




O treino com pesos não deve ser feito com muita frequência (ideal 3 sessões por semana) ou por muito tempo cada sessão. As cargas devem ser elevadas e os períodos de descanso entre as séries mais longos. As actividades aeróbicas devem ser pouco frequentes, pelo menos até a pessoa estar feliz com o seu peso e aparência.




Dieta aconselhada a ectomorfos




A dieta deve ser rica em proteína e deve comer mais do que está acostumado. Um ectomorfo deve mentalizar-se de que vai ter de duplicar ou até mesmo triplicar a quantidade de calorias que ingere diariamente. Será normal muitas vezes comer sem vontade.




A nível de suplementação, os gainers recomendam-se. Será igualmente boa ideia consumir creatina e BCAA.








Características dos mesomorfos




São os abençoados pela genética. Estes indivíduos apresentam uma estrutura atlética, com ombros largos e peito aberto. São definidos por natureza. A sua tendência natural para ganhar massa muscular facilmente torna-os em fortes candidatos a tornarem-se atletas de topo em qualquer desporto.




Treino aconselhado a mesomorfos




O treino de força ou resistência pode ser feito com mais frequência e as sessões podem ser mais longas. Não deve descansar muito tempo entre as séries.




Dieta aconselhada a mesomorfos




A dieta destes indivíduos pode ser elevada em calorias, considerando que eles são fisicamente activos. Não é necessário consumir tantos hidratos de carbono como os ectomorfos porque possuem um metabolismo mais lento.




De resto, basta seguirem as recomendações gerais a nível de consumo de proteína (1,5 g a 2 g por quilo de peso corporal).





Características dos endomorfos




Estes indivíduos encontram-se no extremo oposto dos ectomorfos. Têm um metabolismo muito lento e engordam com muita facilidade. É verdade que têm alguma facilidade em ganhar massa magra, mas a massa gorda também vem atrás.




Devido à sua estrutura, costumam ter dificuldades em exercícios que exijam uma grande capacidade de resistência, agilidade e/ou velocidade. Em contrapartida, as modalidades de força – como o powerlifting ou o halterofilismo – são ideais para eles.




Treino aconselhado a endomorfos




A maior preocupação de um endomorfo deve ser a perda de gordura e adoptar um estilo de vida que o mantém longe dessa possibilidade. O treino de musculação deve ser feito com o objectivo de acelerar o metabolismo. Para isso, deve usar pesos moderados a um ritmo rápido (muito pouco descanso entre as séries e exercícios).




O cardio deve ser feito regularmente, sendo que o ideal é o treino intervalado de alta intensidade (HIIT).




Dieta aconselhada a endomorfos




Devem limitar a ingestão de calorias (sem passar fome), especialmente aquelas provenientes dos hidratos de carbono simples. Devem comer refeições pequenas, mas frequentes. Açúcares, doces e junk food devem ser eliminados da sua dieta. A nível de suplementos, podem recorrer a termogénicos, l-carnitina e outros estimulantes como cafeína.
Conclusão




A maior parte das pessoas tem como objetivo ter o físico de um mesomorfo. Com o treino e dieta adequados isso pode ser possível. É possível dar a volta à genética, caso contrário, nunca teríamos bodybuilders ectomorfos (como o lendário Frank Zane) ou endomorfos (como o grande Jay Cutler).




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